Meu caro, “jornalista”. Primeiramente, antes de discutir o absurdo que acabaste de escrever, gostaria de perguntar a ti o seguinte: você já leu o que sobre a teoria Marxista? Se não leu, vá ler, vai. Talvez outro modo de produção citadoapresente falhas, mas o modo que tu colocas é uma visão estreita e equivocada. Alias, quem te disse que em Pequim teve realmente um movimento comunista? Por acaso houve uma quebra de lógica do sistema capitalista? Não, né!?
Porque está certo, não concordo com os atos que aconteceram na faculdade onde eu estudo, só que usar isso de pretexto para criticar cinicamente o comunismo é um grande exagero, não?
Sim, dirás claramente que entendemos de forma equivocada, claro! Como sempre, não?! Não, não sou de nenhum grupo de esquerda e nem participei do que ocorreu no meio dessa semana.
Só que me indigna, senhor jornalista, o senhor colocar que na FEA e na Poli os alunos vão para estudar. Vão mesmo!? Acho que não, hein? Aliás, os termos mais pejorativos que encontramos no esteriótipo da FFLCH (o de intorpecentes, por exemplo) podem ser mais vistos em faculdades que não são a FFLCH.
Por fim, gostaria de elogiar o nobre texto. Em vez de informar o acontecido, mostrando os fatos de forma clara e exata, expôs a sua opinião de forma arbitrária e totalmente equivocada sobre o assunto. Obrigado.
PS: Não sei se ele vai aceitar, mas que tá lá pra ele ler, está.
sábado, 16 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Lupus
Pois é, camaradas. Venho aqui escrever sobre esse abominável episódio ocorrido no Rio de Janeiro, ontem. Triste, horrível, lamentável. Contudo, ficam algumas questões que não podem simplesmente serem esquecidas ou deixadas de lado. Principalmente porque o ocorrido na verdade não é um fato isolado de um homem que entra em uma escola e a bel prazer mata doze crianças. É muito mais profundo do que isso e temos mais réus do que imaginamos.
Primeiramente, temos que levantar uma questão simples: qual motivo levaria alguém a matar doze crianças em uma escola? Daí já extraímos outras questões fundamentais, como: por que crianças em uma escola aos doze anos? Ao rever o noticiário, que vai nos encher a paciência com o assunto até segunda ordem, algumas evidências tornam-se reais e possibilitam responder tais questões.
O homem que atirou nas crianças, segundo colegas de escola dizem, sofreu muito com perseguições nessa mesma faixa etária. Era perseguido pelos colegas, rejeitado pelas garotas. Ou seja, mais uma vítima dos atos de bullying. Contava-se em seu bairro que sempre tinha sido anti-social, mesmo sendo pacífico. E a última informação interessante: aos treze anos ele já tinha um interesse árduo por armas de fogo.
Uma criança quando passa pelos doze anos de idade, tem seu mundo virado de cabeça para baixo. É a época que ela sai da antiga 4ª série e passa para a 5ª série, que ela começa a perceber que seu corpo está mudando de maneira rápida, enfim que ela começa a se descobrir. É fundamental para ela sentir-se apoiada e querida seja no âmbito escolar, quanto em casa.
Dá para entender o que levou ao rapaz cometer ato tão vil. É só mais um caso de um adolescente reprimido pela própria sociedade, rejeitado por tudo e por todos. Esse é um crime cruel também - não tanto quanto doze assassinatos - só que quem o comete não percebe a gravidade da situação. Na verdade, não são eles que cometem e sim a própria sociedade.
A sociedade brasileira hoje vive uma transformação de seus padrões morais, culturais e éticos. Cada vez mais temos a influência da sociedade estadunidense e seus valores. No país do norte, a sociedade tende a valorizar um determinado grupo de pessoas em detrimento aos demais.
O grupo de pessoas é aqueles que vemos normalmente na televisão (aliás, principal vínculo de propaganda da cultura estadunidense): gente bonita, jovem, de inteligência mediana, com valores cristãos e alta tendência ao consumismo exacerbado. Nas novelas, nos seriados, desenhos, propagandas e até mesmo em programas de "variedades", sempre são eles os valorizados, os que deverão fazer sucesso. Infelizmente, a sociedade compra essa verdade como se fosse única e a guarda em seu seio.
Quando a sociedade a compra, percebemos que começam haver grupos de exclusão. Sempre existem aqueles que se marginalizam somente por serem diferentes, por não seguirem o padrão. Só que vendem a idéia do "vencedor" e do "perdedor" como verdade absoluta de uma suposta sociedade bem-sucedida (primeira potência do planeta). Essa verdade, como qualquer outra, é incontestável.
Daí tiramos a pergunta: por que as crianças a reproduzem primeiro? Simples. Como diria John Locke, o homem é uma criatura de barro que pode ser moldada. As crianças são moldadas assim: vêem isso na televisão, a educação da sociedade (através do chinelo da mãe ou do pai) indicam como eles devem se portar. Ou seja, as crianças desde cedo são moldadas para serem réplicas do ser humano que a sociedade quer no futuro. Muitas fogem do padrão e, quando elas fogem (por diversas 'falhas na moldagem') as primeiras pessoas que elas vão ter que enfrentar são aquelas que estão próximas a elas: os colegas na escola.
Daí saí o bullying, daí sai todas as mortes em escolas estadunidenses e agora brasileiras. A culpa é sim de quem as matou, porém ele não é o único culpado. A própria sociedade tem muita culpa! Se não fossem esses modelos imbecis pré-moldados, não aconteceriam essas coisas. Inteligente, crítico, diferente, de outra opção sexual, de outra opção religiosa e qualquer outro que não aceite o sistema do jeito que ele é vai ser sempre perseguido. E o que é pior: você finalizar doze vidas ou infernizar centenas outras? Pense nisso.
Primeiramente, temos que levantar uma questão simples: qual motivo levaria alguém a matar doze crianças em uma escola? Daí já extraímos outras questões fundamentais, como: por que crianças em uma escola aos doze anos? Ao rever o noticiário, que vai nos encher a paciência com o assunto até segunda ordem, algumas evidências tornam-se reais e possibilitam responder tais questões.
O homem que atirou nas crianças, segundo colegas de escola dizem, sofreu muito com perseguições nessa mesma faixa etária. Era perseguido pelos colegas, rejeitado pelas garotas. Ou seja, mais uma vítima dos atos de bullying. Contava-se em seu bairro que sempre tinha sido anti-social, mesmo sendo pacífico. E a última informação interessante: aos treze anos ele já tinha um interesse árduo por armas de fogo.
Uma criança quando passa pelos doze anos de idade, tem seu mundo virado de cabeça para baixo. É a época que ela sai da antiga 4ª série e passa para a 5ª série, que ela começa a perceber que seu corpo está mudando de maneira rápida, enfim que ela começa a se descobrir. É fundamental para ela sentir-se apoiada e querida seja no âmbito escolar, quanto em casa.
Dá para entender o que levou ao rapaz cometer ato tão vil. É só mais um caso de um adolescente reprimido pela própria sociedade, rejeitado por tudo e por todos. Esse é um crime cruel também - não tanto quanto doze assassinatos - só que quem o comete não percebe a gravidade da situação. Na verdade, não são eles que cometem e sim a própria sociedade.
A sociedade brasileira hoje vive uma transformação de seus padrões morais, culturais e éticos. Cada vez mais temos a influência da sociedade estadunidense e seus valores. No país do norte, a sociedade tende a valorizar um determinado grupo de pessoas em detrimento aos demais.
O grupo de pessoas é aqueles que vemos normalmente na televisão (aliás, principal vínculo de propaganda da cultura estadunidense): gente bonita, jovem, de inteligência mediana, com valores cristãos e alta tendência ao consumismo exacerbado. Nas novelas, nos seriados, desenhos, propagandas e até mesmo em programas de "variedades", sempre são eles os valorizados, os que deverão fazer sucesso. Infelizmente, a sociedade compra essa verdade como se fosse única e a guarda em seu seio.
Quando a sociedade a compra, percebemos que começam haver grupos de exclusão. Sempre existem aqueles que se marginalizam somente por serem diferentes, por não seguirem o padrão. Só que vendem a idéia do "vencedor" e do "perdedor" como verdade absoluta de uma suposta sociedade bem-sucedida (primeira potência do planeta). Essa verdade, como qualquer outra, é incontestável.
Daí tiramos a pergunta: por que as crianças a reproduzem primeiro? Simples. Como diria John Locke, o homem é uma criatura de barro que pode ser moldada. As crianças são moldadas assim: vêem isso na televisão, a educação da sociedade (através do chinelo da mãe ou do pai) indicam como eles devem se portar. Ou seja, as crianças desde cedo são moldadas para serem réplicas do ser humano que a sociedade quer no futuro. Muitas fogem do padrão e, quando elas fogem (por diversas 'falhas na moldagem') as primeiras pessoas que elas vão ter que enfrentar são aquelas que estão próximas a elas: os colegas na escola.
Daí saí o bullying, daí sai todas as mortes em escolas estadunidenses e agora brasileiras. A culpa é sim de quem as matou, porém ele não é o único culpado. A própria sociedade tem muita culpa! Se não fossem esses modelos imbecis pré-moldados, não aconteceriam essas coisas. Inteligente, crítico, diferente, de outra opção sexual, de outra opção religiosa e qualquer outro que não aceite o sistema do jeito que ele é vai ser sempre perseguido. E o que é pior: você finalizar doze vidas ou infernizar centenas outras? Pense nisso.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Ortodoxismo Marxista
Ultimamente ando ouvindo muitas e distintas opiniões sobre o Marxismo, sendo muitas delas provenientes de membros de partidos comunistas ou socialistas do Brasil. Contudo, sinto uma falha no discurso dessas pessoas, sinto que falta algo. Não tenho um conhecimento muito abrangente sobre as obras de Marx ou sobre as de Engels, contudo não posso deixar de notar um certo ortodoxismo para com a teoria.
Muitos dos que se dizem Marxistas, fora do campo acadêmico, normalmente têm como leitura base o que seus partidos passaram como leitura. Jornais, panfletos, reuniões, palestras são os principais veículos de informação supostamente Marxista. Por mais que esses veículos passem informações muitas vezes com certa qualidade, não deixam de servirem aos ideais de quem idealizou sua publicação. Os jornais panfletários do Partido Comunista Brasileiro e do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, por exemplo, trazem informações de caráter político de boa qualidade.
Por servirem a um propósito pré-definido, os jornais normalmente prendem-se a uma leitura já feita dos textos de caráter Marxista. Ao invés de abrirem janelas para novas visões, acabam restringindo-as ao pensamento do partido, servindo mais de dogmatização do que parte de um aprendizado (principalmente para desenvolver conceitos como "consciência de classe").
O que eu me pergunto é: todos os que pouco leram Marx ou alguns resumos são Marxistas de verdade ou apenas caricaturas e massa de manobra?
Creio que a segunda opção é a mais óbvia e correta. São caricaturas - e muito mal feitas. Explanam sobre 1917, sobre Che Guevara, gostam de usar broches de Lenin e discutem de maneira calorosa sobre uma revolução de caráter socialista. Contudo, não tem base científica para discutirem realmente o assunto, ficam no censo comum e não conseguem montar um discurso que seja convincente perante os demais.
Na verdade, ficam apenas no ativismo. O que é o ativismo? São forças políticas que não tem base teórica e agem esporadicamente, dependendo da circunstância. No geral, os grupos ativistas têm seus ideais, mas na grande maioria não apresentam uma solução concreta e plausível (vide Greenpeace).
As manifestações, por exemplo, pela passagem de onibus mais barata em São Paulo fornece um grande material de estudo. Passeatas, brigas com a polícia, palavras de ordem... tudo para abaixar a passagem que está em 3 reais. O foco que eu ponho não é a discussão do preço e sim a motivação política.
Fazendo uma pequena pesquisa, fica óbvio que a maioria dos participantes concorda que a passagem tem que baixar de preço, só que são ingênuos ao imaginar que a força política das manifestações é o único peso na balança do prefeito Kassab. Esquecem, por exemplo, que as campanhas políticas de vários partidos são financiadas por empresas de onibus (seja a nivel municipal, estadual ou federal). Não se recordam que há um débito então do prefeito para com essas empresas e, mesmo que haja um decréscimo na passagem, o próximo prefeito provavelmente aumentará o preço.
Naturalmente, o exemplo pode parecer positivista. Só que não há movimento político que se sustente sem uma boa retórica. " Não há revolução sem uma teoria", diria Lenin. Esses novos Marxistas parecem carecer do mesmo.
Falam em Revolução, falam em proletariado. Será que não enxergam que o próprio Marxismo aponta essa visão como retrógrada e ultrapassada. O discurso em questão não é quase nada diferente do que os bolcheviques discursavam em Moscou em 1917 ou Fidel Castro em Hava, em 1958.
Contudo, pelo principio da dialética de Marx, a História é dinâmica é muda conforme o tempo. O que seria a dialética? Vou explicar pelo modelo hegeliano: você tem uma tese a defender. Apoiando-se nela em debates, o normal é encontrar alguém de opinião diferente, uma antitese. Com o debate de ambas as opiniões, cria-se uma sintese, aproveitando-se das duas opiniões.
Para Marx, a História funciona assim, a História é dialética! Então como podemos sermos tão precipitados em achar que o que ocorreu no passado é a saída para o presente!? A tese do século XX era o Capitalismo Industrial. Forte, prepotente e desumado. Para combatê-lo, várias correntes socialistas e anarquistas foram criadas (entre elas o Socialismo Científico de Marx e Engels). No século XX, a Revolução Russa e as outras revoluções de caráter socialista tentaram pôr em xeque o pensamento Capitalista.
Em parte, conseguiram. Graças aos esforços dos partidos de esquerda e até mesmo da União Soviética, o Capitalismo aprendeu que quanto mais se maltrata o trabalhador, mais ele se revolta contra o sistema. Então, direitos trabalhistas, direitos salariais e vários outras reinvidicações dos trabalhadores foram atendidas, para que não explodissem mais revoluções. "Façamos a Revolução, antes que o povo a faça", diriam os getulistas em 1930.
Só que, devido a variações e problemas, o chamado Socialismo Real caiu em 1991, com o fim da União Soviética. Muitos anunciaram uma vitória sem precedentes do Capitalismo, que o Socialismo e o Marxismo estava morto.
A esquerda socialista sobrevivente ficou presa às correntes do passado enquanto o mundo sofria o fenômeno da Globalização e do Neoliberalismo. Esse Capitalismo, no entanto, aprendeu a lidar com o Socialismo e com o discurso leninista. Não é mais aquela antiga tese do século XIX\início do século XX e sim uma síntese da dialética da História.
Por isso, camaradas, creio que é hora de lermos novamente Marx. Só que lermos para nós mesmos. Está na hora de uma nova consciência, uma nova visão de mundo. Temos que ler a teoria Marxista e também temos que ler o mundo. Assim teremos condições de apresentar a essa nova tese uma antítese. E finalmente o papo de revolução, de crítica ao capitalismo tornar-se mais atual e mais convincente.
Muitos dos que se dizem Marxistas, fora do campo acadêmico, normalmente têm como leitura base o que seus partidos passaram como leitura. Jornais, panfletos, reuniões, palestras são os principais veículos de informação supostamente Marxista. Por mais que esses veículos passem informações muitas vezes com certa qualidade, não deixam de servirem aos ideais de quem idealizou sua publicação. Os jornais panfletários do Partido Comunista Brasileiro e do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, por exemplo, trazem informações de caráter político de boa qualidade.
Por servirem a um propósito pré-definido, os jornais normalmente prendem-se a uma leitura já feita dos textos de caráter Marxista. Ao invés de abrirem janelas para novas visões, acabam restringindo-as ao pensamento do partido, servindo mais de dogmatização do que parte de um aprendizado (principalmente para desenvolver conceitos como "consciência de classe").
O que eu me pergunto é: todos os que pouco leram Marx ou alguns resumos são Marxistas de verdade ou apenas caricaturas e massa de manobra?
Creio que a segunda opção é a mais óbvia e correta. São caricaturas - e muito mal feitas. Explanam sobre 1917, sobre Che Guevara, gostam de usar broches de Lenin e discutem de maneira calorosa sobre uma revolução de caráter socialista. Contudo, não tem base científica para discutirem realmente o assunto, ficam no censo comum e não conseguem montar um discurso que seja convincente perante os demais.
Na verdade, ficam apenas no ativismo. O que é o ativismo? São forças políticas que não tem base teórica e agem esporadicamente, dependendo da circunstância. No geral, os grupos ativistas têm seus ideais, mas na grande maioria não apresentam uma solução concreta e plausível (vide Greenpeace).
As manifestações, por exemplo, pela passagem de onibus mais barata em São Paulo fornece um grande material de estudo. Passeatas, brigas com a polícia, palavras de ordem... tudo para abaixar a passagem que está em 3 reais. O foco que eu ponho não é a discussão do preço e sim a motivação política.
Fazendo uma pequena pesquisa, fica óbvio que a maioria dos participantes concorda que a passagem tem que baixar de preço, só que são ingênuos ao imaginar que a força política das manifestações é o único peso na balança do prefeito Kassab. Esquecem, por exemplo, que as campanhas políticas de vários partidos são financiadas por empresas de onibus (seja a nivel municipal, estadual ou federal). Não se recordam que há um débito então do prefeito para com essas empresas e, mesmo que haja um decréscimo na passagem, o próximo prefeito provavelmente aumentará o preço.
Naturalmente, o exemplo pode parecer positivista. Só que não há movimento político que se sustente sem uma boa retórica. " Não há revolução sem uma teoria", diria Lenin. Esses novos Marxistas parecem carecer do mesmo.
Falam em Revolução, falam em proletariado. Será que não enxergam que o próprio Marxismo aponta essa visão como retrógrada e ultrapassada. O discurso em questão não é quase nada diferente do que os bolcheviques discursavam em Moscou em 1917 ou Fidel Castro em Hava, em 1958.
Contudo, pelo principio da dialética de Marx, a História é dinâmica é muda conforme o tempo. O que seria a dialética? Vou explicar pelo modelo hegeliano: você tem uma tese a defender. Apoiando-se nela em debates, o normal é encontrar alguém de opinião diferente, uma antitese. Com o debate de ambas as opiniões, cria-se uma sintese, aproveitando-se das duas opiniões.
Para Marx, a História funciona assim, a História é dialética! Então como podemos sermos tão precipitados em achar que o que ocorreu no passado é a saída para o presente!? A tese do século XX era o Capitalismo Industrial. Forte, prepotente e desumado. Para combatê-lo, várias correntes socialistas e anarquistas foram criadas (entre elas o Socialismo Científico de Marx e Engels). No século XX, a Revolução Russa e as outras revoluções de caráter socialista tentaram pôr em xeque o pensamento Capitalista.
Em parte, conseguiram. Graças aos esforços dos partidos de esquerda e até mesmo da União Soviética, o Capitalismo aprendeu que quanto mais se maltrata o trabalhador, mais ele se revolta contra o sistema. Então, direitos trabalhistas, direitos salariais e vários outras reinvidicações dos trabalhadores foram atendidas, para que não explodissem mais revoluções. "Façamos a Revolução, antes que o povo a faça", diriam os getulistas em 1930.
Só que, devido a variações e problemas, o chamado Socialismo Real caiu em 1991, com o fim da União Soviética. Muitos anunciaram uma vitória sem precedentes do Capitalismo, que o Socialismo e o Marxismo estava morto.
A esquerda socialista sobrevivente ficou presa às correntes do passado enquanto o mundo sofria o fenômeno da Globalização e do Neoliberalismo. Esse Capitalismo, no entanto, aprendeu a lidar com o Socialismo e com o discurso leninista. Não é mais aquela antiga tese do século XIX\início do século XX e sim uma síntese da dialética da História.
Por isso, camaradas, creio que é hora de lermos novamente Marx. Só que lermos para nós mesmos. Está na hora de uma nova consciência, uma nova visão de mundo. Temos que ler a teoria Marxista e também temos que ler o mundo. Assim teremos condições de apresentar a essa nova tese uma antítese. E finalmente o papo de revolução, de crítica ao capitalismo tornar-se mais atual e mais convincente.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Tragédia anunciada
As enchentes em Sâo Paulo e no Rio de Janeiro chocaram a população nos ultimos dias. É realmente algo chocante e preocupante. Mas é uma novidade?
Não. Não é uma novidade. Todo ínicio de ano acontece a mesma coisa, mas se trata como se fosse a primeira vez.
E não, por favor. De jeito nenhum, não quero banalizar a situação e tornar-la sem importância. Pelo contrário. Ela é de suma importância. E por isso digo o que disse.
É um fato comprovado que os estados do Sudeste sofre com chuvas durante o verão. Não foi a primeira vez que isso acontecue, mas os governantes parecem fechar os olhos durante o restante do ano. O que foi feito para melhorar a drenagem de São Paulo e evitar as enchentes que aterrorizam a população e jogam a cidade no caos? O que foi feito pela população que mora em encostas no Rio de Janeiro?
Nada.
Absolutamente nada. Uma tragédia anunciada, um desastre agendado, uma bomba-relógio com hora exata para explodir. Mas ao invés de cortar o bendido fio vermelho, os governantes preferem fazer vista grossa e achar que o pior já passou, sem saber que, um ano depois, a bomba vai voltar a explodir.
E o pior é que ações simples serviriam para resolver esses problemas. Contenção de encostas, retirada da população das áreas de risco, alojando-as em locais mais apropriados, limpeza das galerias, melhora no sistema de saneamento.
Obviamente a população também tem sua parcela de culpa. Não a que não tem opção e é obrigada a construir suas casas no morro. Mas a população que joga seu lixo na rua, que entope as galerias e encanações, é responsavel pelas mortes que acontecem nas enchentes. Então, você que joga lixo nas ruas. Que indiscriminadamente polui rios, ruas e mares. Que entope galerias. Ponha na sua cabeça que você é um assassino.
Não. Não é uma novidade. Todo ínicio de ano acontece a mesma coisa, mas se trata como se fosse a primeira vez.
E não, por favor. De jeito nenhum, não quero banalizar a situação e tornar-la sem importância. Pelo contrário. Ela é de suma importância. E por isso digo o que disse.
É um fato comprovado que os estados do Sudeste sofre com chuvas durante o verão. Não foi a primeira vez que isso acontecue, mas os governantes parecem fechar os olhos durante o restante do ano. O que foi feito para melhorar a drenagem de São Paulo e evitar as enchentes que aterrorizam a população e jogam a cidade no caos? O que foi feito pela população que mora em encostas no Rio de Janeiro?
Nada.
Absolutamente nada. Uma tragédia anunciada, um desastre agendado, uma bomba-relógio com hora exata para explodir. Mas ao invés de cortar o bendido fio vermelho, os governantes preferem fazer vista grossa e achar que o pior já passou, sem saber que, um ano depois, a bomba vai voltar a explodir.
E o pior é que ações simples serviriam para resolver esses problemas. Contenção de encostas, retirada da população das áreas de risco, alojando-as em locais mais apropriados, limpeza das galerias, melhora no sistema de saneamento.
Obviamente a população também tem sua parcela de culpa. Não a que não tem opção e é obrigada a construir suas casas no morro. Mas a população que joga seu lixo na rua, que entope as galerias e encanações, é responsavel pelas mortes que acontecem nas enchentes. Então, você que joga lixo nas ruas. Que indiscriminadamente polui rios, ruas e mares. Que entope galerias. Ponha na sua cabeça que você é um assassino.
domingo, 9 de janeiro de 2011
As eleições passaram... e os caças!?
Pois é, camaradas. Dilma já é a nova presidente do Brasil, para o choro incontrolável da direita brasileira. Direita, aliás, que agrega uma grande porcentagem das Forças Armadas do Brasil. Nesse novo governo, teremos a resposta para uma questão que ronda a Força Aérea e também o coração de apaixonados por aviação: afinal, qual caça o Brasil vai comprar?
Esse mistério todo começou em 2009, quando o Brasil demonstrou o interesse na compra de 48 caças, sendo 36 para a FAB e 12 para a Marinha. Os caças, segundo o planejamento do Governo Federal, seriam comprados com algumas condições. Dentre elas podemos citar o repasse tecnologia mediante pagamento de royalties e também o direito de produção e comercialização dos aviões produzidos pela Embraer.
Na época, o Brasil rejeitou projetos como o da Rússia (que queria nos vender o versátil Sukhoi Su-35), porém o governo brasileiro recusou alegando que o repasse de tecnologia não seria feito inteiramente.
Os três caças que sobraram foram o estadunidense Boeing NG F-18 E/F Super Hornet , o francês Dassault Rafale e o sueco Gripen NG. Das propostas, a mais bem aceita foi a dos franceses (que assinaram recentemente com o Governo Federal a venda de um submarino atômico com repasse de tecnologia ao Brasil).
Dentre todos, a França - assim como os suecos - se dispôs a repassar a tecnologia do caça, sendo que a Embraer poderia fabricá-lo sem ter de pagar royalties aos franceses. Além do repasse de tecnologia, a França visa ter o Brasil como investidor para tirar o caça francês da conotação de caça de 4ª geração e meio, para fazer com o Brasil um caça de 5ª geração.
Não é segredo algum que França e Brasil andam estreitando laços, e o Rafale seria o grande marco nas relações franco-brasileiras. Em meados de 2010, o Governo Federal dava todas as impressões que a Dassault já teria a encomenda feita, para começar a ser entregue em 2014. Só que, contrariando a decisão do governo, a Aeronáutica anunciou que a sua preferência seria pelo Gripen NG (um caça que ao contrário do Rafale, nunca voou em serviço. Sua existência se resume à um protótipo).
Acredita-se que a Aeronáutica tomou esse posicionamento, pois o governo Lula assumiu publicamente o interesse de reabrir os arquivos da Ditadura Militar. É um argumento muito plausível, principalmente porque se sabe que se o Brasil não ajudar a Dassault a desenvolver o Rafale, a fábrica não terá capital suficiente para tal, ficando à deriva no mercado de avições de combate.
A decisão sobre a compra dos caças ficou marcada para o primeiro semestre de 2011. O maior medo hoje tanto da FAB quanto de qualquer um interessado na defesa nacional, é de perdermos a chance de termos um caça de alto padrão e de abrirmos uma indústria forte para a venda de um dos produtos mais sofisticados que um país pode fabricar.
Segue-se um post com os três finalistas e o Sukhoi Su-35.
por Rodrigo Accioli
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Alckmin assume Governo do Estado de São Paulo fazendo cortes
Pois é, caros camaradas. Mal começou a gestão de Geraldo Alckmin e já nos deparamos com um corte de gastos de 1,5 bilhão de reais. Segundo o governador, os cortes foram motivados por um suposto gasto excessivo do governo anterior com investimentos. Alckmin ainda assegurou que as áreas da Educação e Saúde não terão seus orçamentos modificados.
Apesar do otimismo do novo governante, não é difícil sentir-se inquieto com tal medida. Afinal, não é segredo algum que as áreas da Saúde e da Educação necessitam de um orçamento maior para poder cobrir deficiências. Por exemplo, reajuste de salários aos professores (que ganham muito menos do que deveriam, afinal o ultimo reajuste segundo a inflação foi em 2005), reformas estruturais nas escolas e, por fim, a expansão do programa de duas professoras no primeiro ano do Ensino Fundamental. Com os cortes, certamente tais modificações tornar-se-ão inviáveis.
Além disso, é curioso que o estado mais rico da nação, estar precisando sofrer cortes enquanto os demais expandem o valor em investimentos. Com o que gastaram? Obviamente que não foi com a população.
Se tivesse sido, com certeza teríamos visto os resultados. Alguns tucanos citariam os trens novos, a linha 4 do Metrô e o Rodoanel Trecho Sul como contra-argumentos ao que foi dito acima. No entanto, o Metrô não foi entregue (a obra deveria ter sido encerrada em dezembro), os trens novos são em grande parte trens recuperados que circulavam nas linhas 8 e 9 da CPTM e, por fim, todo o investimento do Rodoanel foi feito pelo Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal.
Sendo levemente beligerante, temos que analisar por outro lado. A campanha do candidato à presidência (e ex-governador do estado de São Paulo) José Serra, foi a que mais teve gastos. Mesmo com doações de grandes empreiteiras e concessionárias (Camargo Correa e CCR, por exemplo), o candidato tucano terminou sua campanha em déficit orçamentário. Também pudera, com tanta propaganda na grande mídia (em um período de cinco minutos de intervalo, pelo menos um minuto e meio era destinado ao candidato tucano).
Aí fica a pergunta: de onde veio todo esse dinheiro? Será que São Paulo hoje não está pagando as contas que o próprio PSDB não conseguiu pagar? Fiquem com suas próprias conclusões.
por Rodrigo Accioli
Comentários da Madrugada
Olá a todos! Bem-vindos à nova Intentona. Com o fim das eleições e, obviamente, o fim da disputa, a Intentona resolveu assumir um carater mais neutro. E, como o link anterior possuia o 13, podendo assim fazer uma alusão ao PT, resolvemos que era melhor voltar em novo endereço. Porém, o objetivo fixado anteriormente, no outro blog, mantem-se aqui. Vamos apoiar e cobrar do novo governo da companheira Dilma. Vamos ser o olho direito e esquerdo da sociedade, mantendo alerta tanto sobre a oposição venal que se instalou em nosso país, quanto no governo recém iniciado.
Porém, iniciando o primeiro texto. Ontem de madrugada, passando a vista pela internet, dei de cara com o blog de um conhecido meu. Era um post feito logo após a eleição presidencial de 2010 e, em meio a palavrões e xingamentos de toda a ordem, criticava veementemente quem havia anulado o voto e ajudado assim à eleger a companheira Dilma Rousseff.
É de se compreender a frustração dos derrotados. Porém, há também que se aprender a perder e aceitar o resultado. Afinal, foi um processo plenamente democrático, o maior do mundo, já reconhecido por organismos internacionais. Lembro bem ter ter lido coisas sobre pesquisas sendo usadas para manipulação e tudo mais. Mas o que mais me chamou a atenção era a retaliação à programas como o Bolsa Família, que ajudou a tirar muita gente da miséria absoluta e, como houve em toda a campanha, um enaltecimento ao curriculum do presidenciavel José Serra.
Mas, bem. Assim, espero e rezo todos os dias, essas pessoas que criticam o Bolsa Família com tanto vigor, nunca passaram forma em suas doces vidas e não sabem o que é passar semanas sem ter o que dar de comer aos filhos. Mas, claro. Por que se preocupar com elas? São apensa pobres miseraveis, vitimas do sistema. O sistema precisa deles, não é? VOCÊ precisa deles para se sentir bem com seu computador. Afinal, quando o filho do zelador tem um computador, você deixa de ser especial, não é?
Quando a faxineira da sua casa diz que vai viajar para Orlando, nos EUA, quando você, filho da madame, nunca nem andou de avião, é duro, certo? Mas é FATO e que ninguém pode negar. Temos muitos problemas à serem resolvidos, mas o Brasil, em todos os aspectos, após o governo PT é um país melhor e mais igual(ainda falta muito, ainda há muita desigualdade. Mas não podemos descartar as melhoras que aconteceram).
Quanto ao supracitado Sr. José Serra, se curriculo fosse requisito absoluto, o Lula não teria sido o melhor presidente da história do país. São Paulo não se acabaria embaixo d'água à cada chuva; a Cracolândia não existiria; as famílias poderiam viajar sem problemas ou sem ter que contar dinheiro para pagar a tonelada de pedágio; obras viárias não desabariam sobre os pés ou cabeças da população e professores não seriam espancados pela polícia. Enfim...
Paro por aqui.
Espero que continuem acessando A Intentona.
Um Abraço para todos.
Pedro
Porém, iniciando o primeiro texto. Ontem de madrugada, passando a vista pela internet, dei de cara com o blog de um conhecido meu. Era um post feito logo após a eleição presidencial de 2010 e, em meio a palavrões e xingamentos de toda a ordem, criticava veementemente quem havia anulado o voto e ajudado assim à eleger a companheira Dilma Rousseff.
É de se compreender a frustração dos derrotados. Porém, há também que se aprender a perder e aceitar o resultado. Afinal, foi um processo plenamente democrático, o maior do mundo, já reconhecido por organismos internacionais. Lembro bem ter ter lido coisas sobre pesquisas sendo usadas para manipulação e tudo mais. Mas o que mais me chamou a atenção era a retaliação à programas como o Bolsa Família, que ajudou a tirar muita gente da miséria absoluta e, como houve em toda a campanha, um enaltecimento ao curriculum do presidenciavel José Serra.
Mas, bem. Assim, espero e rezo todos os dias, essas pessoas que criticam o Bolsa Família com tanto vigor, nunca passaram forma em suas doces vidas e não sabem o que é passar semanas sem ter o que dar de comer aos filhos. Mas, claro. Por que se preocupar com elas? São apensa pobres miseraveis, vitimas do sistema. O sistema precisa deles, não é? VOCÊ precisa deles para se sentir bem com seu computador. Afinal, quando o filho do zelador tem um computador, você deixa de ser especial, não é?
Quando a faxineira da sua casa diz que vai viajar para Orlando, nos EUA, quando você, filho da madame, nunca nem andou de avião, é duro, certo? Mas é FATO e que ninguém pode negar. Temos muitos problemas à serem resolvidos, mas o Brasil, em todos os aspectos, após o governo PT é um país melhor e mais igual(ainda falta muito, ainda há muita desigualdade. Mas não podemos descartar as melhoras que aconteceram).
Quanto ao supracitado Sr. José Serra, se curriculo fosse requisito absoluto, o Lula não teria sido o melhor presidente da história do país. São Paulo não se acabaria embaixo d'água à cada chuva; a Cracolândia não existiria; as famílias poderiam viajar sem problemas ou sem ter que contar dinheiro para pagar a tonelada de pedágio; obras viárias não desabariam sobre os pés ou cabeças da população e professores não seriam espancados pela polícia. Enfim...
Paro por aqui.
Espero que continuem acessando A Intentona.
Um Abraço para todos.
Pedro
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