domingo, 9 de janeiro de 2011

As eleições passaram... e os caças!?

Pois é, camaradas. Dilma já é a nova presidente do Brasil, para o choro incontrolável da direita brasileira. Direita, aliás, que agrega uma grande porcentagem das Forças Armadas do Brasil. Nesse novo governo, teremos a resposta para uma questão que ronda a Força Aérea e também o coração de apaixonados por aviação: afinal, qual caça o Brasil vai comprar?






Esse mistério todo começou em 2009, quando o Brasil demonstrou o interesse na compra de 48 caças, sendo 36 para a FAB e 12 para a Marinha. Os caças, segundo o planejamento do Governo Federal, seriam comprados com algumas condições. Dentre elas podemos citar o repasse tecnologia mediante pagamento de royalties e também o direito de produção e comercialização dos aviões produzidos pela Embraer.

Na época, o Brasil rejeitou projetos como o da Rússia (que queria nos vender o versátil Sukhoi Su-35), porém o governo brasileiro recusou alegando que o repasse de tecnologia não seria feito inteiramente. 

Os três caças que sobraram foram o estadunidense Boeing NG F-18 E/F Super Hornet , o francês Dassault Rafale e o sueco Gripen NG. Das propostas, a mais bem aceita foi a dos franceses (que assinaram recentemente com o Governo Federal a venda de um submarino atômico com repasse de tecnologia ao Brasil). 

Dentre todos, a França - assim como os suecos - se dispôs a repassar a tecnologia do caça, sendo que a Embraer poderia fabricá-lo sem ter de pagar royalties aos franceses. Além do repasse de tecnologia, a França visa ter o Brasil como investidor para tirar o caça francês da conotação de caça de 4ª geração e meio, para fazer com o Brasil um caça de 5ª geração.

Não é segredo algum que França e Brasil andam estreitando laços, e o Rafale seria o grande marco nas relações franco-brasileiras.  Em meados de 2010, o Governo Federal dava todas as impressões que a Dassault já teria a encomenda feita, para começar a ser entregue em 2014. Só que, contrariando a decisão do governo, a Aeronáutica anunciou que a sua preferência seria pelo Gripen NG (um caça que ao contrário do Rafale, nunca voou em serviço. Sua existência se resume à um protótipo). 

Acredita-se que a Aeronáutica tomou esse posicionamento, pois o governo Lula assumiu publicamente o interesse de reabrir os arquivos da Ditadura Militar. É um argumento muito plausível, principalmente porque se sabe que se o Brasil não ajudar a Dassault a desenvolver o Rafale, a fábrica não terá capital suficiente para tal, ficando à deriva no mercado de avições de combate. 

A decisão sobre a compra dos caças ficou marcada para o primeiro semestre de 2011. O maior medo hoje tanto da FAB quanto de qualquer um interessado na defesa nacional, é de perdermos a chance de termos um caça de alto padrão e de abrirmos uma indústria forte para a venda de um dos produtos mais sofisticados que um país pode fabricar.

Segue-se um post com os três finalistas e o Sukhoi Su-35.
por Rodrigo Accioli

                                    

Nenhum comentário:

Postar um comentário