Pois é, caros camaradas. Mal começou a gestão de Geraldo Alckmin e já nos deparamos com um corte de gastos de 1,5 bilhão de reais. Segundo o governador, os cortes foram motivados por um suposto gasto excessivo do governo anterior com investimentos. Alckmin ainda assegurou que as áreas da Educação e Saúde não terão seus orçamentos modificados.
Apesar do otimismo do novo governante, não é difícil sentir-se inquieto com tal medida. Afinal, não é segredo algum que as áreas da Saúde e da Educação necessitam de um orçamento maior para poder cobrir deficiências. Por exemplo, reajuste de salários aos professores (que ganham muito menos do que deveriam, afinal o ultimo reajuste segundo a inflação foi em 2005), reformas estruturais nas escolas e, por fim, a expansão do programa de duas professoras no primeiro ano do Ensino Fundamental. Com os cortes, certamente tais modificações tornar-se-ão inviáveis.
Além disso, é curioso que o estado mais rico da nação, estar precisando sofrer cortes enquanto os demais expandem o valor em investimentos. Com o que gastaram? Obviamente que não foi com a população.
Se tivesse sido, com certeza teríamos visto os resultados. Alguns tucanos citariam os trens novos, a linha 4 do Metrô e o Rodoanel Trecho Sul como contra-argumentos ao que foi dito acima. No entanto, o Metrô não foi entregue (a obra deveria ter sido encerrada em dezembro), os trens novos são em grande parte trens recuperados que circulavam nas linhas 8 e 9 da CPTM e, por fim, todo o investimento do Rodoanel foi feito pelo Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal.
Sendo levemente beligerante, temos que analisar por outro lado. A campanha do candidato à presidência (e ex-governador do estado de São Paulo) José Serra, foi a que mais teve gastos. Mesmo com doações de grandes empreiteiras e concessionárias (Camargo Correa e CCR, por exemplo), o candidato tucano terminou sua campanha em déficit orçamentário. Também pudera, com tanta propaganda na grande mídia (em um período de cinco minutos de intervalo, pelo menos um minuto e meio era destinado ao candidato tucano).
Aí fica a pergunta: de onde veio todo esse dinheiro? Será que São Paulo hoje não está pagando as contas que o próprio PSDB não conseguiu pagar? Fiquem com suas próprias conclusões.
por Rodrigo Accioli

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